"Por telefone é fácil me dizer adeus , Por telefone não pode olhar nos olhos meus , Por telefone você tem coragem de me dizer : - Tudo isso é bobagem ... E ainda me pedir pra esquecer Que você já foi minha ...
Por telefone você não sente a minha dor E me desmonta no jeito de dizer alô , Por telefone fica fácil ser tão dura , ser tão fria Dizer adeus por telefone é covardia
Desculpe mas vou desligar Desse jeito não vou aceitar Porque não foi por telefone que eu te conheci Desculpe mas vou desligar Se você quer mesmo terminar Desliga esse telefone e vem dizer adeus , Aqui no meu olhar ..."
Escrito por Deneuve às 11h34 AM
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Eu posso te ouvir chamar no meu sonho tenho certeza que não acordei vejo muitas flores caindo do céu

como um presente que dou a você não imagina o que eu sinto aqui queria tanto poder te contar tudo surgiu com o som da sua voz que me faz poder...
Voltar, voltar voltar pra te buscar
Há uma chuva forte que vem do horizonte grandes nuvens brincam e formam seu nome uma brisa fria sussura e me chama pra dançar como um ciclone quero estar contigo todo o tempo do mundo sem perder um só segundo tudo sempre surge com o som da sua voz que me faz poder
Voltar , voltar voltar pra te buscar
É,eu sei que a distância não importa você não imagina o quanto isso me conforta só deus sabe o quanto quero ir agora o quanto quero ir agora .
(Frejat/Fernando Magalhães)
Escrito por Deneuve às 08h39 AM
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PASSAGEM DAS HORAS (Álvaro de Campos, 22-5-1916 )
Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, Ou de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência, Consangüinidade com o mistério das coisas, choque Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos, Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.
Seja o que for, era melhor não ter nascido, Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas, E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos, Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs, E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso, Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.

Sentir tudo de todas as maneiras, Viver tudo de todos os lados, Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo...
Escrito por Deneuve às 10h03 AM
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